A fábrica de Osasco (SP) completa 70 anos de operação ininterrupta. Como resultado, a empresa anuncia o desenvolvimento de novos projetos estruturais. Segundo a fabricante, os novos eixos da Cummins atendem às mudanças do setor automotivo. Ou seja, o foco primário está na eletrificação e na eficiência energética global. Segundo Kleber Assanti, diretor da divisão, as demandas atuais exigem abordagens tecnológicas inéditas.
A aposta nos eixos da Cummins para elétricos
Em primeiro lugar, a substituição do motor a combustão altera a dinâmica mecânica veicular. Isto é, exige novos componentes de transmissão, de acordo com engenheiros da marca. Por exemplo, a frenagem regenerativa gera altos níveis de energia no sistema. Portanto, o diferencial atua no sentido contrário, segundo Rafael Souza, diretor da divisão. Nessa condição, peças tradicionais recebem esforços incomuns. Acima de tudo, o peso adicional das baterias eleva a carga aplicada nos componentes. Sobretudo, essa realidade afeta severamente as operações urbanas de transporte.
Soluções para caminhões e ônibus urbanos
Em encontro com a imprensa especializada, a empresa apresentou ainda o modelo MS-14X para entregas urbanas. O projeto atende o transporte eletrificado em veículos de até 17 toneladas. Entretanto, a arquitetura interna foi totalmente replanejada em relação aos modelos anteriores. O conjunto suporta a frenagem regenerativa por meio de tratamento superficial estrutural. Esse processo eleva a resistência à fadiga, segundo os desenvolvedores. Da mesma forma, o modelo MC-17X foca em caminhões e ônibus elétricos. O componente foi planejado para veículos pesados de até 22 toneladas, de acordo com o projeto. A carcaça fundida suporta baterias e tração simultaneamente, segundo os técnicos da marca. A produção local dessas tecnologias inicia oficialmente no ano de 2027.
Foco na eficiência energética do diesel
Anteriormente, a economia de combustível dependia quase exclusivamente dos motores convencionais. Atualmente, a eficiência energética orienta também a produção nacional de diferenciais. Segundo Adriano Esperidião, gerente de engenharia, o objetivo principal é reduzir perdas mecânicas. Portanto, um novo sistema interno de lubrificação foi criado pela equipe. Igualmente, rolamentos específicos diminuem o atrito interno durante a movimentação das engrenagens. O alinhamento entre o cardan e a entrada do diferencial também foi otimizado. Como resultado, a energia produzida movimenta as rodas de forma muito mais eficaz.
Redução de custos com o eixo MT-17XHE
Por fim, a plataforma MT-17XHE foi desenvolvida para aplicações rodoviárias 6×4. O modelo ilustra a nova arquitetura para veículos comerciais elétricos e a diesel. Testes controlados na Europa indicaram cerca de 2% de melhoria no rendimento energético. Ou seja, um caminhão comercial pode economizar 1.090 litros de combustível anualmente. Em resumo, essa redução corta custos operacionais e diminui as emissões de carbono. A carcaça do produto foi adaptada à topografia brasileira, segundo os engenheiros envolvidos. Contudo, o desenvolvimento passa por rigorosas validações simultâneas no Brasil e na Itália. Enfim, a homologação garante resistência e durabilidade para as operações de transporte do país.
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